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Lince GPS: Educação antes de punição
Há mais de 10 anos os equipamentos de fiscalização eletrônica, mais conhecidos como pardais, começaram a ser instalados nas ruas de todo o Brasil. Hoje, só nas ruas de Brasília, são mais de 700 fiscalizações eletrônicas utilizadas para verificar a velocidade dos veículos. A cada mês, novos equipamentos são instalados e trazem a dúvida a respeito da verdadeira finalidade dos pardais.
Segundo o Departamento de Trânsito (Detran), o principal objetivo dos equipamentos é fazer com que os motoristas respeitem a velocidade das vias e evitem acidentes. Porém, os locais inapropriados dos pardais, quase sempre escondidos, e a quantidade desproporcional de fiscalizações no DF, deixam a idéia de que ao invés de educar, o objetivo dos equipamentos é arrecadar. Nas ruas de São Paulo são mais de mil aparelhos eletrônicos espalhados pelas avenidas. Com uma população de 40 milhões, a média em São Paulo é de um pardal para cada 36.730 mil pessoas. No Rio de Janeiro, são 665 aparelhos de fiscalização e uma população de aproximadamente 16 milhões de habitantes. Uma média de um pardal para cada 22.556 pessoas. Enquanto que em Brasília, cidade com apenas 2,5 milhões, mais de 700 equipamentos estão espalhados pelas ruas, o que leva a uma média de um pardal para cada 3,5 mil habitantes e se comparado ao número de veículos, há um pardal para 1,4 mil carros.
Além da questionável quantidade, as bruscas alterações de velocidade máxima permitida em cada via é assustadora. Em poucos metros, de 80km/h uma via passa a ter velocidade máxima permitida de 60km/h e apenas placas de sinalização alertam os condutores. Os pardais, de fato, controlam os que abusam do limite de velocidade, mas os bons condutores também são prejudicados. Muitas vezes, as multas não são por real excesso de velocidade, mas sim por pequenas distrações.
No intuito de validar os benefícios dos pardais, a empresa brasiliense Robotron Automação e Tecnologia, lançou no mercado o aparelho sinalizador de pontos Lince GPS. A função principal é de alertar os condutores sobre a aproximação de pontos perigosos e de controle de velocidade nas vias. Por meio de coordenadas geográficas, o aparelho sinaliza buracos, quebra-molas e, inclusive, barreiras eletrônicas e pardais. Por meio de sinal luminoso e sonoro, os motoristas são alertados da proximidade dos pontos, evitando que sejam pegos desprevenidos.
Segundo a Robotron, hoje, a cada 100 carros do DF, ao menos um possui o Lince GPS. Para a diretora de comunicação da empresa, Letícia Brom, o grande benefício do aparelho é impedir que uma pequena distração resulte em multas ou acidentes. "Muitos dos nossos clientes eram multados por estarem trafegando a 56 km/h numa via onde a velocidade permitida é 50 km/h. O Lince evita distrações no trânsito e faz com que o motorista dirija em conformidade com a lei", explica a diretora. A empresa afirma também que o aparelho é legal, pois está de acordo com a lei n° 242 do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), que permite a utilização de aparelhos GPS dentro dos carros.
O aparelho contém mais de 7 mil pontos de fiscalização que já vêm previamente marcados. Para atualizar, mensalmente uma equipe coleta e marca as alterações que venham a ocorrer nas ruas de todas as cidades mapeadas e disponibilizam no site, para que o usuário faça as atualizações. Por R$ 399 é possível adquirir o Lince GPS pelo site www.tronica.com.br ou nos quiosques da Trônica localizados nos principais shoppings de Brasília.
As fiscalizações eletrônicas são de extrema importância para garantir a segurança no trânsito. Porém, a educação deve vir antes de qualquer punição. A idéia é de facilitar a vida do condutor brasileiro, além de oferecer bem-estar, segurança e qualidade de vida aos motoristas.
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